Sexta-feira, Outubro 16, 2009

A criatividade movendo o cotidiano

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Lembranças gostosas, momentos em família

Na semana passada o céu resolveu se rebelar. Choveu horrores e ventou pra caramba. Conseqüência: árvores arrancas do solo e fios elétricos descabelados dos postes... e nós sem luz em casa. Nada de televisão (que dispenso, salvo algum filme interessante), sem música (só do mp3 - cuja carga estava um fiapinho) e nem pensar em pc. Tá, tinha o note, mas guardei a bateria para terminar meu projeto, não pra brincar, até pq sem luz meu modem morre - necas de internet.

Esse período sem luz nos fez bem. Aproximou-nos e deu espaço para um bate-papo família, mais despretensioso do que o habitual. Foi um momento de relembrar minha infância. Começou quando comentei que em dias de temporal, em casa de uma tia, adorava ficar olhando os ciprestes batendo de um lado para o outro e depois, passada a tormenta, sentir o cheiro da planta invadindo a casa. Muito bom!! Depois disso muitas outras lembranças afloraram e os filhos queriam saber detalhes, datas.

Puxar essas memórias dá uma saudade da infância! Considerando que foi uma boa infância, claro. E serviu de comparação para os filhos. O mais velho se deu conta que pode aproveitar as brincadeiras de rua, como esconder ou jogar pião. Já a pequena, não. Os espaços abertos e coletivos a que ela tem acesso são todos cercados e as crianças já não sabem mais brincar de certas coisas. Uma lástima. Com o tempo reduzido para lhes dar atenção, acabamos por dispor dos finais de semana onde vamos juntos ao parque e nem sempre as crianças dispõem do tempo necessário para brincar como gostariam.

Ai, ai, ai... que saudade dos meu tempos de criança! Gostaria de proporcionar a eles isso, mas o tempo passa rápido demais e por hora o que posso lhes oferecer é aquela cesta de pic-nic, um passeio todo ajustadinho no lugar e hora. Mas faço meu melhor.

Bom, enquanto a luz não vinha, brincamos de sombras na parede, de esconder objetos nas mãos, e todos juntos, amontoados no sofá, rindo e compartilhando esse momento bem família.

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

Ói eu aqui traveiz!

Ai, ai, ai... sumidinha do blog faz mó tempão né? Fazer o quê? Twittar é mais rápido (a rapidez de 140 caracteres é perfeita!) e dá conta do recado.

Bueno..mas hoje resolvi dar uma espanadinha por aqui, ver essa coisa que teimo em não deletar, extinguir. Já fiz uma vez... me arrependi... coisa estranha isso!!! Deletar é algo que a gente faz sem nenhuma cerimônia, né? Pq será que eu fico tristinha em pensar que assassinei meu primeiro blog? hein? hein? rsss.. seja como for, morreu!

Aff... eu ando assoviando e chupando cana ao mesmo tempo (hehehe... aqui no sul essa expressão é corriqueira pra quem faz de um tudo como YO). E ainda aparecem mais coisas que dar conta. Ando feito galinha doida correndo de um lado pro outro atrás de roupitcha, sapatos, bolsas, balangandãs, para um coquetel que acontecerá no final de semana. Coisa xique, benhê! Longo, scarpin, maquiagem e todas as frescuradas afins!!!

S-O-C-O-R-R-O-! Gentem eu vou tropeçar na barra do longo, vou torcer o pé no salto 12, vou bater nas paredes, errar os degraus (por que vou sem meus óculos -míope, mas xique..hehehe), braço do marido vai virar cabide de perua honorária. Respira fundo, mulher!

Essa semana estive na cruzada heróica atrás da roupa. Ai, que raiva, né? O marido abriu a porta do armário e lá estava: tchan-tchan-tchan! O terno lindo impecável, a gravata perfeita, o sapato idem, a camisa da hora. Porque com mulher não é assim? Puxei um longo. :(( Gentem... o corpitcho que entrava naquele modelito não me pertence mais! Tá. tá... se eu não respirasse inté podia vestir, passaria a noite toda em pé, roxa, com um sorriso de monalisa. Tira fora... pega o que vesti no casamento de uma amiga, na qual fui madrinha. Lindo!! Corpete bordado, entrou como uma luva, mas sabe como é mulher... sempre tem um defeitinho. A barriguinha (eu tenho!! minúscula - o que a torna ridícula, mas tenho) teimou em salientar. Aí pensa, pensa... claro... a gente tem mil e um artifícios para dar conta desses detalhes - como uma cinta elástica, uma calça especial, coisas do gênero! Aviso às namoradeiras: jamè use essas tralhas quando saírem pra namorar!! Imeginem o por quê! rsss Mas como toda mulher eu gosto de coisa novas. E voilà! Fui pro xôpingui atrás do longo perfeito.

Aqui na capital do sul tem um desses templos do consumismo que foi construído onde já foi uma cervejaria. Lá encontrei várias lojas e passando por uma vitrine me apaixonei! Gente! Foi amor à primeira vista... hohoho. E hipnotizada entrei. Vesti o longo na cor que estava na vitrine (um grafiti muito lindo) mas acabei mesmo ficando com o verde garrafa. A vendedora me apresentou um acessório interessante para mulheres como eu - desprovidas de melão. rsss.. um sutiã que segura, ergue e enche. kkkkk.. gentem foi hilário colocar aquela espuminha sobre os titis. Mas até que ficou legal. "Separa que é meu." Depois foi procurar uma estola e a bolsinha... tudo pra fechar minha tarde com chave de ouro. No outro dia fui atrás do scarpin e acessórios penduristicos. Ai, ai... passa a régua que a conta da alta! Mas enfim, marido não terá do que reclamar ao me apresentar aos seus clientes no evento.

Agora é esperar o dia. Cabelo, maquiagem, tudo no sábado à minha espera. Um dia de perua pra ninguém por defeito.

Fotos? Sei não... tímida como sou, capaz de fugir dos flashes.

Domingo, Agosto 02, 2009

Pequenas mudanças

Dizem que quando não conseguimos fazer grandes mudanças na vida,mudamos os móveis de lugar. Já os mais místicos afirmam que mudar os objetos, seja trocando-os, seja movendo-os de lugar, promovem mudança no trajeto das energias. Bueno... qualquer que seja o argumento eu troquei algumas coisitchas de lugar por aqui. E minha motivação foi um estado de insatisfação, uma ansiedade que tem me acompanhado alguns dias.

Há algum tempo resgatei o pé de ferro de uma máquina de costura. Máquina esta que foi de minha avó e alguém deu fim na mesma :( uma lástima (afinal adoro costurar!!) Mandei dar um jato de areia e fundo na espera da cor ideal. Imaginei um pequeno tampo sobre o pé e comprei quatro caderias em mogno num leilão (não lembro quem me indicou, mas as cadeiras custaram uma bagatela!) no intuito de criar um pequeno espaço para refeições rápidas. Mas minhas idéias não seguiram adiante. Uma das cadeiras foi sequestrada a outra quebrada!! E o tampo gerou controvérsia na hora da escolha de seu material - pedra ou vidro... enfim... desanimei e as coisas ficaram para trás. E no espaço destinado ao meu pequeno capricho ficaram objetos depositários de más energias.

Como ando numa ansiedade tamanha, numa vontade de mudar as coisas, resolvi bagunçar um pouco essas energias. Tirei cadeiras, puxei uma poltroninha fofa (um mimo meu), um tapetinho, mesinha, uma manta antiguinha e criei meu espaço de relax. Foi tudo muito rápido.. mexe aqui e mexe ali e voilà! ficou como eu queria. A filhota aprovou e correndo buscou um livro, sentou-se na poltrona e deu seu veredicto: "tri bom, mãe!".

Não mudei o rumo da vida. Não promovi mudanças monstruosas. Apenas mexi nos móveis, nas energias. Já, já coloco uns cristais, um incensário, uns bibelôs e sento para apreciar o sol entrar (ah! esqueci de dizer que fica bem em frente à um janelão - a vista nem é tão bonita, mas o sol entra gostosamente neste inverno sulista).

Quem sabe sentadinha ali eu possa meditar e dar rumo aos meus pensamentos?

Quarta-feira, Julho 29, 2009

Um recadinho estranho!

Hoje o dia começou estranho. Como estou em férias, tenho levantado mais tarde. Acordo à hora do marido, trocamos algumas palavras, o beijo de despedida e cabeça no travesseiro novamente. Tem feito muuuito frio aqui no sul, então a cama fica mais convidativa que nunca. Mas hj não! Às 6h30m já estava acordada, desperta completamente. Abracei o cobertor de orelha, lhe falei da hora e fiquei doida pra pular da cama. Não... eu não levantei alegre, ou disposta, ou elétrica, apenas levantei e me pus às tarefas domésticas. Resolvi deixar os filhos mais tempo na cama e para não acordá-los peguei o cel e, no intuito de terminar com o restinho de bateria, coloquei o fone para escutar música. Seleção de lentas. Tristeza. Uma pontinha de solidão, sensação de vazio. Enquanto colocava roupas para lavar as lágrimas escorriam quentes. Estranho... já faz algum tempo que não me permito essa vazão. Procurei me lembrar de coisas boas... mas só vieram à cabeça os motivos que me punham triste. De volta à cozinha, sol batendo na janela imensa. Sol quente e cheio de vida. Comecei o almoço, afinal tenho uma visita querida ,além da família. Penso no sol. Peguei o celular e digitei uma mensagem: "Que o sol que brilha lá fora brilhe dentro de vc!" e enviei para duas pessoas. Segundos depois recebi as respostas: "Vamos tomar café hj? Estou com pouco tempo mas pra t ver dá. Bju" e "E que me esquenta tbém.. hehehe to gelado preciso de d calor...bjão" O que foi isso? Que tentativa tola de elevar auto-estima!!! Enfim... continuei minhas tarefas e próximo ao horário do almoço a casa já estava movimentada. A tarde foi interessante, avaliando depois. Minha visita foi um amigo recente, cujos problemas pessoais lhe puxam pro fundo do poço e eu então me surpreendi. Nossa conversa lhe trouxe alento, alguma tranquilidade. Das suas mazelas comparei minha pequena dor, minha pequena solidão. Bem pequena se comparadas às dores dele. Mesmo assim lhe dei palavras encorajadoras, apoio, carinho. Ao nos despedirmos recebi um forte abraço, e suas palavras: "Sempre que falo contigo tenho muito o que pensar. O que tu disse a pouco bateu forte e tem muito sentido para mim. Obrigado! Fudia (um apelido que o danado me arrumou numa festa!)". Então percebi o recadinho que recebi da vida. Minha tristeza já havia ido embora. Ficou uma tarde ensolarada de inverno, um bate-papo onde a troca de vida foi uma lição e tanto.