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quinta-feira, julho 24, 2014

Uma visitinha rápida

Ai, ai, ai... ele tá aqui... todo empoeirado (cof,cof), abandonado na blogsfera, um enjeitado. Fazer o quê se a inspiração escapa por entre os dedos, se a urgência de outros tantos afazeres, ou a dura realidade da velocidade imposta pela redes sociais, relegou os blogs pessoais a um ostracismo?

Tem gente muito boa que ainda publica e tem quem os lê!! Isso é muito bom! Mas com a velocidade das coisas, a impaciência das pessoas, fica desanimador manter um blog.

Desabafar por aqui eu já fiz. Depois comecei a pagar uma terapeuta - muito melhor.

Do que eu poderia falar? Ainda prefiro o olho no olho, a conversa na proximidade, a alegria do companheirismo. É...sou das antigas...

Quem sabe alguma coisa me ocorre e eu volto aqui mais vezes. Quem sabe?

segunda-feira, dezembro 03, 2012

Expectativas


quinta-feira, abril 07, 2011

Cultura, educação e tragédia

Não é de hoje que admiro a cultura japonesa. Não em sua totalidade, porém creio que ainda assim se pode aprender muito com esse povo. A educação, balizada por suas tradições e crenças, aparece como sustentáculo em situações como a que presenciamos recentemente. Para exemplificar isso e mostrar o pq de minha admiração, trago a reprodução de um mail, enviado por amigo que participa de um grupo, origem do repasse da mensagem.


Mensagem da Monja Coen sobre o Japão de agora

Uma mensagem especial da Monja Coen,  tão especial quanto ela.
Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.
Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.
Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?
Outra palavra é gaman: aguentar, suportar.  Educação para ser capaz  de suportar dificuldades e superá-las.
Assim, os eventos de 11 de março, no nordeste japonês, surpreenderam o mundo  de duas maneiras. A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima. A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.


Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém.  Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área.  As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.

Não furaram as  filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica,  alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.
Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.
Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques.  Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam.  Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.
Sumimasen é outra palavra chave.  Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver.  Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta.  Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo.  Sumimasem.
Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.

O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei.  Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.
Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico.  As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de  resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.
Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.
Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas.  Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.
Aprendemos com essa tragédia  o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória,  nada é seguro neste mundo,  tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.
Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo  está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra.  O planeta tem seu próprio movimento e vida.  Estamos na superfície, na casquinha mais fina.  Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos.  O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos.  E isso já é uma tarefa e tanto.
Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.

Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.
Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.
Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer : todas.  Todas eram e são pessoas de meu conhecimento.  Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência.  Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.


Monja Coen
Missionária oficial da tradição Soto Shu – Zen Budismo com sede no Japão,  é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista, criada em 2001, com sede em Pacaembu. Iniciou seus estudos budistas no Zen Center of Los Angeles – ZCLA. Foi ordenada monja em 1983, mesmo ano em que foi para o Japão aonde permaneceu por 12 anos sendo oito dos primeiros anos no Convento Zen Budista de Nagoia, Aichi Senmon Nisodo e Tokubetsu Nisodo.
Retornou ao Brasil em 1995, e liderou as atividades no Templo Busshinji, bairro da Liberdade, em São Paulo. Foi, em 1997, a primeira mulher e primeira pessoa de origem não japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil, por um ano. Participa de encontros educacionais, inter religiosos e promove a Caminhada Zen, em parques públicos, com o objetivo de divulgação do princípio da não violência e a criação de culturas de paz, justiça, cura da Terra e de todos os seres vivos.

terça-feira, março 01, 2011

Etiqueta e delicadezas

     Em breve minha filhota comemora seu aniversário. Não estamos em condições de lhe oferecer grandes festas e ela compreende a situação. Pensando em não deixar passar em branco lhe sugeri uma festinha com as amigas mais próximas - bem ao modo "clube da luluzinha". 
     Acertado o estilo do encontro, sugeri que ela entregasse às amiguinhas um "save the date". Mas o que é isso? Muito comum nos preparativos de casamento na Europa e Estados Unidos, o  "save the date" é um préconvite onde se adianta o que acontecerá e a data, no intuito de o convidado já reservar o dia em sua agenda e de se preparar (caso tenha que comprar roupas específicas, p.ex). 
     Considero esse préconvite um mimo e sinônimo de educação. Um mimo pois o anfitrião está organizando com carinho o evento para receber seus amigos e o save mostra que deseja a presença desta ou daquela pessoa. Educação, pelo fato de que, nos dias de tantas ofertas de diversão e compromissos, permite que seus convidados possam se organizar e se sentirem à vontade para declinar ao convite pois não foram pressionados de última hora para o encontro. O convite de fato será enviado depois, esclarecendo maiores detalhes como onde se realizará, qual traje será mais adequado ao evento, etc. 
      Minha pequena gostou da idéia e eu de estar lhe ensinando pequenas coisas que no futuro farão diferença em sua vida, até mesmo na profissional. A etiqueta, tão esquecida nos dias de hoje, tem sempre impacto positivo nas pessoas. Certas cortesias e gentilezas fazem das pessoas que as praticam um diferencial absurdo. Isso é lastimável, uma vez que estão relacionadas a boa educação deveriam passar de geração em geração só que parece esquecida e considerada bobagem. No caso do aniversário de minha menina pode-se pensar que é uma bobagem, pois se trata de um encontro entre crianças, entretanto cabe lembrar que é preciso um responsável que traga cada criança e este tem seus compromissos, o que nos remete à importância do préconvite
     O save já foi feito por ela e logo será enviado às amigas. Minha responsabilidade é organizar a refeição e, com a parceria da filhota, arrumar o cenário do encontro. Que venham as convidadas!! A casa estará feliz em recebê-las, bem como minha amada filha!


segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Gente com medo de gente?

Parece bobagem o título desta postagem. Ou não. A inspiração deste me ocorreu por conta da leitura de um artigo - este aqui, especificamente. Sucintamente o artigo fala do aparecimento de um novo comportamento entre jovens (gênero masculino) em relação ao sexo (chamam de "herbívoros" numa alusão a negação aos prazeres da carne O.o) que eu considero muito mais sério e profundo que isto.
As relações entre as pessoas estão cada vez mais melindrosas, tênues e difíceis. A cultura do individualismo torna a todos estranhos do outro. Curioso, pois acredito que somos estranhos de nós mesmos e é a partir do outro que nos reconhecemos. 
O artigo menciona lá pelas tantas que a tecnologia contribui para o esvaziamento do contato pessoa-pessoa. Os celulares e as redes sociais fariam a ponte entre interlocutores, suprimindo a necessidade de contato e, por sua vez, de proximidade e intimidade. Creio que sim, isso acontece por "culpa" (???) da tecnologia que nos favorece ao diminuir distâncias (paradoxal, não é mesmo?) nos poupando grandes deslocamentos, gastos, ainda que nos possibilite ver e falar com alguém em um momento em que estamos trabalhando ou viajando - conferindo-nos segurança e alegria.
Em meu pouco entender, culpar tecnologia, cultura e etc, é e sempre será uma característica humana. Quem de nós lê tal reportagem, ou nem isso... se dá conta destes movimentos de afastamento e faz algo para mudar?
Mudam os tempos, mudamos nós, e ainda precisamos conviver uns com os outros por razões óbvias e maravilhosas. A cultura do "parecer ter" e "parecer ser" avança predatoriamente e somos culpados, quer por ação, quer por omissão. E lá pelas tantas, quando se precisar de um amigo, quando a vida estiver mais longa para trás do que para frente e quisermos compartilhar momentos de afeto, nos daremos conta que esvaziamos os relacionamentos, que nos restam perfis estáticos, mensagens repassadas infinitas vzs, joguinhos viciantes ao invés daquele happy hour, do flerte, do investimento nos relacionamentos que nos fazem sofrer, mas também nos denunciam: estamos vivos!
E embora o artigo que originou este post fale do comportamento - sexual, de relacionamento mulher-homem, eu vejo de forma mais abrangente e me pergunto: você tem medo de gente? Medo de se entregar a um novo relacionamento? Uma nova amizade?


sábado, fevereiro 12, 2011

A magnificência da simplicidade

                           
Thought of You from Ryan J Woodward on Vimeo.


Simplesmente lindo! Eu amo a dança. Já tive sonhos em ser uma dançarina profissional. Amava o jazz, arrisquei um pouquinho o sapateado americano,suspiro pelo tango. A dança contemporânea é genial com o reflexo da expressão livre de nossos corpos.

Esse vídeo é uma conjugação divina entre a simplicidade de traços, a sensibilidade do artista e a doce música ao mostrar a dança como escrevi antes: a expressão livre de nossos corpos. Com a ajuda do desenho, é claro, isso ficou mágico e encantador.

Deliciem-se! Eu vi umas quantas vcs...hehehe

Ah! Este vídeo encontrei aqui ó:  Blog do War

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Redes sociais

Orkut, Facebook, Multiply, My Space, etc, etc, etc. Quem não tem um perfil em alguma destas ou das tantas redes que existem na Internet? Nunca foi tão fácil ter contatos e contatos, fazendo números como se fossem aquela contagem de palitinhos nas celas dos presos de filmes. Pois é, pois parece que esse é o objetivo. Fazem "amigos" num clique e da mesma forma se desfazem deles. Efêmeras relações, contatos vazios.

Alguns contatos são oriundos das relações reais, entretanto acabam ficando também só no mundo virtual. As felicitações das datas festivas são um exemplo claro disto. Chovem imagens, cartões virtuais e coisas do gênero. Mas quem lembra de pegar o telefone (celular também serve, afinal ele também pode ser usado para isso!!) e transmitir seus votos via voz, estabelecendo assim uma ponte para conversar sobre outras coisas e manter o elo entre as pessoas. Quem sabe convidar para o almoço, para um chopp ao final do dia, para um passeio no parque, uma festa (balada, vibe)? Afinal se aquela pessoa é sua conhecida, amiga, então deve haver alguma afinidade entre ambos que justifique ela ser um contato virtual... ou não?

Alguns dos amigos se conhecem exatamente por causa deste universo. Se descobrem interessados nas mesmas coisas e algumas vezes sentem tanta vontade de estreitar o relacionamento que acabam viajando para sacramentar a amizade. Isso é legal e uma demonstração de que o valor da relação tem um lugar de importância na vida destas pessoas. E como seres sociais, não há como desconsiderar a força que existe nas amizades. Mas, se acaso tentares bloquear, ignorar ou excluir algum contato, o gerenciador da rede te mata no cansaço!! Não estou por dentro das políticas dos cliques, mas desconfio que tenha haver justamente com isso: cliques! Estar conectado, clicar em algum banner, rende $$ para quem? quem? afinal aquela infinidade de anúncios nas páginas não estão ali só pra nos chatear (bem menos do que os pop-up, lembram?) e sim para patrocinar a página e render alguns $$ milhares para ambos.

Outra coisa que me chama atenção são as imagens dos perfis. Alguns se escondem em objetos, outros em desenhos, mas aqueles que mostram o rosto não querem "sair mal na foto". Interessante demais pensar nisso tudo! Mais uma vez o ser social se coloca diante dos demais e o faz  buscar se encaixar n'algum padrão. E nossa natureza é má! Todos, sem exceção, preferem o que é belo. Nos atrai os olhos... nem vem dizer que não...hehehehe

Bueno, enfim... quem se entrega às redes sociais dificilmente sai. Talvez por nossa natureza curiosa, talvez pela ilusão de estar ligados a muitas pessoas, é certo que um dia você irá se conectar auma rede destas, independente da motivação (amigos, hobbies, p.ex.).

Alías, quem quiser me achar (uhauhauhauha) é só procurar na barra ao lado e conferir minha pose (ué! queria foto de quem acabou de levantar?) e o universo de meus contatos.

Bjim